Retrospectiva 2025 e Planejamento 2026
No ano de 2025 eu foquei novamente os meus aportes nos FIIs, me mantive firme no objetivo que estipulei de 62% a 64% e ao contrário do ano passado não tive um contratempo que pudesse me prejudicar o suficiente para atrapalhar na meta, embora tenha tido um caso que resultou em fusão do BPFF11 que me deixou contrariado. Alcancei os 62,78% e isso representa uma melhora em relação ao ano passado de +18,34% no percentual estabelecido pra meta (2024 = 44,44%), de +47,59% quanto comparado os valores recebidos no último mês do ano e de +20,17% em relação ao valor total de proventos recebidos no ano em comparação com o valor recebido ano passado. Procurei diversificar ainda mais a carteira de FIIs adicionando o AFHI11, um fundo de papel middle risc (50% IPCA + 50% CDI) que tem como principal característica ter uma gestão pró-cotista. Além disso, teve a saída do BPFF11 e entrada do PSEC11 por conta da liquidação do primeiro a partir de fusão no segundo. Também busquei aumentar a minha posição em KNIP11 que é direcionado à IQ (Investidor Qualificado), IQ que passei a ser esse ano após me declarar como tal na corretora. A ideia de aumentar a posição em KNIP está ligada a aumentar a posição que estava muito baixa por conta de não conseguir comprar o mesmo devido à restrição de IQ e por conta de estar num valor abaixo do P/VP, não obstante também investe 100% em IPCA que no momento está controlada e baixa, ainda assim o retorno está sendo na casa de 0.8% a.m. Com isso, qualquer aumento na inflação pode aumentar os ganhos mensais nesse FII. (Lembrando que 2026 é ano eleitoral e historicamente há maior gasto por parte do GOV que pode resultar em maior inflação. Além disso, uma redução da Selic pode gerar um repique da inflação e ter um ativo atrelado à mesma é uma proteção válida)
A reserva de emergência teve mais um ano de recuperação. Planejei 55% e alcancei o patamar de 59%. Já a reserva de oportunidade passou grande parte do ano muito alta devido a entrada do valor desinvestido do TRBL11 no final do ano passado e com sucessivos aportes à espera de melhores definições da SELIC, que subiu e se manteve alta (Finalizou o ano a 15% a.a). Mesmo com os desinvestimentos, iniciará o ano com um valor significativo (29,91%), que deve contribuir nos FIIs (Talvez nas subscrições).
As ações pagaram dividendos e jcps em todos os meses desse ano. Nesse ano o retorno teve um aumento muito bom. Fiz poucas intervenções na carteira para aumentar posição como em BBAS3 e TRIS3, assim como a título de arredondamento por conta de circunstâncias, por exemplo: Aporte pequeno para subscrição de ITSA4 e ajuste de posição em EGIE3 e na própria ITSA4 antes da bonificação para arredondar a posição. Também tive outra bonificação (TRIS3). Esse ano a carteira fechou representando 5,32% de todos os investimentos (Ano passado fechou em 5%) e isso se deve ao forte pagamento de dividendos e jcps que foram reaplicados em novas ações. Esses dividendos/jscp representaram um aumento de +66,24% em relação ao ano anterior. Uma melhora realmente alta, principalmente porque só reinvesti os valores e fiz 2 intervenções de baixo valor. Mas vale ressaltar que grande parte desse percentual se deu no mês de dezembro com pagamentos extraordinários das mais diversas empresas devido a uma reação das mesmas a definição da lei que adiciona impostos aos dividendos e JCPs.
Estabeleci metas e cumpri três delas. Foi um bom ano!
- A meta dos FIIs foi batida (62,78%). Esperava adequar o recebimento dos FIIs de forma alinhada à meta sem contar com a reserva de oportunidade e de fato tive sucesso.
- A meta da reserva de emergência foi batida (59%) e vai trazer mais tranquilidade pros próximos anos.
- A carteira de ações melhorou, teve uma subida em termos de dividendos e jcps, mas não bati a meta que tem um patamar mínimo de 8 salários e máximo de 10. Terminei o ano com 91,66% da meta concluída. Ano passado foi 68,39%, o que mostra como a carteira de ações se valorizou e cresceu, mesmo sem aportes significativos, somente reinvestimento.
- A reserva de gastos previstos foi reajustada pela inflação e isso me permite manter como venho fazendo ano após ano e não me preocupar em ter que aportar na mesma no ano que vem.
Continuo entendendo que por hora os FIIs são o investimento mais acertado pra minha meta, que é ter rendimento mensal consistente e em quantidade equiparada ao melhor rendimento de renda ativa (trabalho), visando ter tranquilidade que me permita investir e tomar decisões das mais diversas. Acredito que possa surgir oportunidades de entrada através de subscrições, pois vejo uma valorização acentuada das cotas nesse ano, além da possibilidade de redução da SELIC que tem potencial de valorizar as cotas e por último dos reajustes de aluguéis e fusões de FIIs menores que podem auxiliar no guidance positivo dos fundos.
Por hora devo aumentar pouco o valor de aporte pro ano que vem porque o patamar que coloquei se mostrou desafiador.
Expectativas pra 2026:
- Reserva de emergência:
Chegar em 70%. Isso deve significar um pequeno aporte mensal pra que possa ser alcançada a meta.
- Reserva de oportunidades:
Espero usar a mesma em alguma oportunidade durante o ano. Vislumbro que a mesma termine o ano zerada.
- Reserva de gastos previstos:
Mais uma vez não mexi nessa reserva, mas ajustei a mesma pela inflação para que ela se mantenha adequada aos meus objetivos. Já ajustei a mesma e já não preciso me preocupar com ela pro ano que vem. Adiantei essa meta e com isso foco nos demais pontos, podendo fazer o mesmo no ano que vem.
- FIIs
Com a manutenção dos FIIs atuais e os novos aportes, entendo que seja factível a meta entre 74% e 76%.
- Ações
Devo manter o mesmo ritmo, talvez com um ou outro aporte para ajustes. Espero chegar mais próximo da meta que atualmente é secundária.
Então seguem as metas:
Principal
1 - Aumentar a renda passiva dos FIIs para algo entre 74% e 76%. Ainda não descarto a possibilidade de inserir um novo FII na carteira. Na verdade é bem provável que adicione para reduzir os riscos através de diversificação.
Secundárias
2 - Alcançar um patamar entre 8 e 10 salários investidos em ações.
(Só mantive a mesma do ano passado e que vem se arrastando por um tempo)
(Só mantive a mesma do ano passado e que vem se arrastando por um tempo)
3 - Buscar alcançar os 70% de reserva de emergência.
4 - Utilizar a reserva de oportunidades, o que pode deixar a mesma zerada.
Nova Meta
5 - Aumentar a reserva de emergência do Matthias (PET), vislumbro colocar o mesmo valor de um plano de saúde pet por mês nela (R$ 19,90 por mês) para que possa auxiliar em pagamentos de vacinas e até mesmo na ração. Assim, crio uma redução de custo ao longo do tempo.
Com isso, as metas estão atualizadas.
Lembrando que elas podem ser reavaliadas e acrescidas novas metas durante o percurso.
Feliz Ano Novo!
Bons investimentos! E rumo à aposentadoria!
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Me diga o que achou.. comente!