# 79 - Resumo do mês (Janeiro)

31-01-2025 - Resumo do mês (Janeiro) 

    Meta: Alcançar 62% a 64% da meta de FIIs.

    Esse mês os proventos dos FIIs tiveram uma boa alta (+9,98% em relação ao mês passado). Janeiro é um mês atípico porque ocorre distribuições extraordinárias para que os FIIs se adequem ao regulamento que diz que tem que distribuir 95% dos lucros. Continuo segurando os aportes e os proventos na reserva de oportunidades esperando as novas decisões da SELIC.

    Meta secundária: Alcançar de 8 a 10 salários investidos em ações.

    Aumentei a minha posição nas ações comprando mais BBAS3 e BRSR6 com os dividendos e JCPs recebidos nesse mês e uma parte do acumulado no final do ano passado.

    Meta secundária: Alcançar 55% de conclusão na reserva de emergência

   A reserva de emergência se manteve aumentando com os juros que ela mesmo gera e com um aporte pequeno que fiz já cumprindo com o planejamento, no qual identifiquei a necessidade de pequenos aportes durante o ano para que possa alcançar a meta.

    Meta secundária: Ficar entre 20% e 30% na reserva de oportunidades

    A reserva de oportunidades segue crescendo com os valores remanescentes de outros meses e com os valores de aportes e proventos reclusos. A taxa de crescimento esse mês foi maior que a do mês passado, reflexo do capital que está investido e do aumento da SELIC do ano passado, ou seja, com os novos aumentos da SELIC essa taxa de crescimento pode aumentar ainda mais.

    Com relação aos índices, notícias do mês e outros pontos

   Nesse mês reajustei o valor da meta com base no aumento do salário e por conta disso os percentuais tiveram leve redução.

    A SELIC teve seu aumento contratado confirmado e com isso aumentou 1 pb em relação à definição anterior e agora ela alcançou o patamar de 13,25% a.a. Acompanho alguns especialistas em investimentos e em sua maioria acreditam que a taxa deve aumentar mais, embora seja difícil definir o teto, mas o ponto que todos concordam é que ela deve se manter alta durante todo o ano.


Resultados do mês

Fundos Imobiliários
Proventos X Salário *
54,57% do salário ** (+9,98%)
    * Tendência de oscilar por se tratar de renda variável.
    ** O Objetivo são 110%. Contudo pra esse ano ficou definida a meta de 62%.

Fundo de oportunidade
Atualmente reservado
15,34% (+4,57%)

Ações
Percentual da meta de 8 salários
70,89% (+5,26%)

Reserva de emergência
Percentual reservado
44,69% (-0,99%)*
* Valor após reajuste salarial


Metas Concluídas (toda a trajetória)

1 - Criação do fundo de oportunidade
2 - Criar uma reserva que permita arcar com alguns gastos previstos, como o IPTU.
3 - Iniciar o posicionamento em Ações. (Criar uma carteira com boas ações)
4 - Criação da reserva de emergência com 100% do valor de 12 salários líquidos e benefícios
5 - Aumentar o limite da reserva de oportunidade em 100%, mantendo como mínimo 50% disponíveis.
6 - Alcançar um valor que corresponda a 5 salários líquidos na bolsa (Ações) em 2021.
7 - Meta 2021 nos FIIs: 25% do valor da meta macro.
8 - Meta 2023: Alcançar 75% de conclusão na reserva de emergência
9 - Meta 2023 nos FIIs: 42% do valor da meta macro.
10 - Meta 2024: Alcançar 45% de conclusão na reserva de emergência

Retrospectiva 2024 e Planejamento 2025

Retrospectiva 2024 e Planejamento 2025


No ano de 2024 eu foquei novamente os meus aportes nos FIIs, me mantive firme no objetivo que estipulei de ~52%, mas infelizmente no finalzinho do ano tive um contratempo com o TRBL11 que me fez desinvestir um valor que prejudicou a meta. Contudo alcancei os 44,44% e isso representa uma melhora em relação ao ano passado de 3,25% quanto comparado com a meta geral e de 7,89% quanto comparado os valores recebidos no último mês do ano. Vale ressaltar que o valor do TRBL11 compõe no momento a reserva de oportunidade e se pensarmos no rendimento da mesma, já que nela também constam os aportes e proventos que segurei no final de ano, teríamos um resultado de 54,06% na meta dos FIIs. Também me desfiz do FVPQ11 que já não fazia sentido na carteira tinha algum tempo. Isso me permite ter uma carteira menos volátil nos proventos e com menor risco, já que FVPQ11 é uma mono-imóvel de shopping. Com isso, entendo que se não tivesse o revés com TRBL11, teria alcançado a meta e ultrapassado. Com base nessa informação definirei a meta de 2025 mais abaixo com a ressalva de que o valor na reserva de oportunidade ainda terá que ser alocado durante o ano em conjunto com os proventos que virão.

A reserva de emergência teve um ano de recuperação. Havia imaginado a recuperação da reserva para o patamar de 45% e de fato foi isso que ocorreu (45,68%). Já a reserva de oportunidade passou grande parte do ano zerada, mas com o evento do TRBL11 e com as sucessivas altas na SELIC que me fizeram segurar os aportes e proventos, acabou subindo e iniciará o ano com um valor muito significativo (10,77%), podendo inclusive contribuir para a recuperação da meta nos FIIs. Acredito que esse período de que apelidei de "bumbum na parede", não só vai manter o acumulado a ser investido (o que seria de fato investido), mas também auxilia na manutenção de um rendimento na reserva de emergência permitindo a reconstrução da mesma, pois não irei mexer nela para aproveitar baixas do mercado. Além disso, casa com um período de baixas sucessivas nos valores das cotas dos FIIs proporcionando comprar mais cotas do que compraria se tivesse exercido a compra no mesmo mês de recebimento de provento ou aporte. Isso pode significar um aumento inesperado na quantidade de cotas e nos proventos e por conseguinte uma redução no tempo para alcançar a liberdade financeira.

As ações pagaram dividendos e jcps em todos os meses desse ano. Nesse ano o retorno teve um aumento bom. Fiz poucas intervenções na carteira a título de arredondamento por conta de alguma circunstância, por exemplo: Aporte pequeno para subscrição de ABCB e ajuste de posição em BBAS3 antes do desdobramento para que o valor ficasse redondo e não ocorresse sobras. Também tive 2 bonificações (ITSA4 e KLBN11). Esse ano a carteira fechou representando 5% de todos os investimentos (Ano passado fechou a 5,22%) e isso se deve a forte baixa da bolsa no final do ano que afetou o lucro final, mas não foi suficiente para que eu ficasse no prejuízo. Já os dividendos/jscp representaram um aumento de 22,88% em relação ao ano anterior. Uma melhora realmente alta, principalmente quando penso que só reinvesti os valores e fiz 2 intervenções de baixo valor.

Estabeleci metas e cumpri uma pelo menos. Pode parecer que não foi tão bom, mas foi um ano ok.
- A meta dos FIIs não foi batida (44,44%). Esse ano o desafio com os FIIs foi maior, não tivemos emissões como eu esperava por conta das taxas de juros e os descasamentos de VP e VM. Por outro lado, pude ajustar um pouco a carteira ao retirar FVPQ11. Além disso, se adicionar o resultado da reserva de oportunidade referente ao mês de dezembro, esse percentual bate a meta estabelecida (54,06%) como mencionei antes. Isso me deixa mais esperançoso de estar `dentro` da meta ou poder estar ainda no ano de 2025 no que tange a recebimento pelos FIIs e não contando com a reserva de oportunidades. 
- A meta da reserva de emergência foi batida.
- A carteira de ações melhorou, teve uma subida em termos de dividendos e jcps, mas não bati a meta. Terminei o ano com 68,39% da meta concluída.
- A reserva de gastos previstos foi reajustada pela inflação e isso me permite manter como venho fazendo ano após ano e não me preocupar em ter que aportar na mesma no ano que vem.

Continuo entendendo que por hora os FIIs são o investimento mais acertado pra minha meta, que é ter rendimento mensal consistente e em quantidade equiparada ao melhor rendimento de renda ativa (trabalho), visando ter tranquilidade que me permita investir e tomar decisões das mais diversas. Acredito que durante o ano terei algumas estilingadas por conta da reserva de oportunidade e com isso devo retomar aos poucos o objetivo que era pra ser cumprido nesse ano, visando ultrapassar o mesmo e atingir a nova meta.

Por hora devo manter o mesmo valor de aporte pro ano que vem porque o patamar que coloquei se mostrou desafiador.

Expectativas pra 2025:

- Reserva de emergência:
Chegar em 55%. Isso deve significar um pequeno aporte mensal pra que possa ser alcançada a meta.

- Reserva de oportunidades:
Espero chegar num patamar de 20% a 30% visando aumentar aos poucos e torná-la um mecanismo que irá ajudar nos aportes mensais somente com o rendimento da mesma. Mas pra 2025 espero somente aumentar a mesma para o patamar estabelecido sem usá-la para investimentos.

- Reserva de gastos previstos:
Mais uma vez não mexi nessa reserva, mas ajustei a mesma pela inflação para que ela se mantenha adequada aos meus objetivos. Já ajustei a mesma e já não preciso me preocupar com ela pro ano que vem. Adiantei essa meta e com isso foco nos demais pontos.

- FIIs
Com a manutenção dos FIIs atuais e os novos aportes, entendo que seja factível recuperar a meta entre 50% e 52%, já que conseguiria 54% com o valor dos aportes e definir meta acima disso. E seguir aumentando o percentual para perseguir o que seria a meta do ano mesmo, por volta de 62%.

- Ações
Devo manter o mesmo ritmo, talvez com um ou outro aporte para ajustes. Espero chegar mais próximo da meta que atualmente é secundária.

Então seguem as metas:

Principal
1 - Aumentar a renda passiva dos FIIs para algo entre 62% e 64%. Ainda não descarto a possibilidade de inserir um novo FII na carteira, mas o mais provável é o aumento de posição em FIIs já consolidados.

Secundárias
2 - Alcançar um patamar entre 8 e 10 salários investidos em ações.
(Só mantive a mesma do ano passado)

3 - Buscar alcançar os 55% de reserva de emergência.

4 - Alcançar um patamar entre 20% e 30% na reserva de oportunidades.

Com isso, as metas estão atualizadas.
Lembrando que elas podem ser reavaliadas e acrescidas novas metas.

Feliz Ano Novo!
Bons investimentos!