Retrospectiva 2021 e Planejamento 2022

 Retrospectiva 2021 e Planejamento 2022


Esse ano eu foquei em cumprir a meta de FIIs que não havia sido cumprida no ano passado. Foi com muito esforço que alcancei o primeiro ponto da meta. A pandemia em conjunto com o aumento dos juros acabaram abrindo oportunidades de compra que com certeza vão refletir positivamente no futuro. Ver o patrimônio caindo vertiginosamente não é fácil, mas pra quem pensa em renda passiva, isso não abala. Na verdade nem importa. Espero que em 2022 eu possa avançar ainda mais na renda passiva dos FIIs e me aproximar ainda mais da minha liberdade financeira que conta com esse tipo de ativo como ponto mandatório para alcançar a meta.

Imaginei que fosse ser um ano muito focado nos FIIs e que acabaria tirando a prioridade dos outros investimentos. De fato foi o que aconteceu, mas ainda assim tive resultados nos demais seguimentos. A reserva de emergência foi subindo por conta própria e fechou o ano com ~68% concluída, já que houve a incidência do dissídio no final do ano e isso alterou alguns percentuais. A reserva de oportunidades foi essencial para aumentar meus investimentos nos FIIs e alcançar a meta. As ações pagaram dividendos e jcps todos os meses do ano e isso me permitiu aumentar as minhas posições, pouco é verdade, mas aumentei. (4,60% do portfólio ante 4,45% do ano passado). E isso porque tivemos quedas expressivas na bolsa de valores.

Estabeleci metas, consegui cumprir a principal e isso foi muito bom.
- A reserva de oportunidade funcionou quando precisei.
- A carteira de ações alcançou a primeira meta que era 5 salários líquidos na bolsa.
- Os FIIs bateram uma renda passiva maior que 25% da meta macro (receber proventos que sejam 10% maior que o salário vigente)

A decisão da venda de um dos FIIs que na época era um dos melhores pagadores de proventos da carteira se mostrou acertada. Acabei tendo um lucro na venda e se tivesse esperado mais do que esperei teria amargado uma perda. (Esse é um ponto bem positivo, parece que aprendi um pouco com um fracasso que tive anteriormente e isso me faz antecipar um problema que virou a meu favor)

Esse ano também tive a obra no apartamento e isso poderia significar uma redução na reserva de emergência. Mas não precisei mexer na mesma e agora posso dizer que o apartamento valerá mais do que valia no ano passado.

Expectativas pra 2022:

- Reserva de emergência
Espero manter a mesma em crescente subida. Talvez aporte nela um pequeno valor para que possa almejar os 75% novamente. A SELIC está mais alta e continua dando sinais de que irá subir mais ainda. Como a reserva está ligada diretamente a SELIC, então os rendimentos da mesma devem subir e se manterem altos para compor a reserva.

- Reserva de oportunidades:
Parece que teremos um ano de oportunidades na bolsa como um todo e isso prejudica a manutenção da reserva de oportunidade que inicia o ano zerada. Então, a reserva de oportunidades não deve ser um ponto de atenção pra esse ano. A pretensão é juntar alguma coisa todo mês para servir de oportunidade quando realmente aparecer uma, mas se não der, ok.

- Reserva de gastos previstos:
Mais uma vez não mexi nessa reserva, mas ajustei a mesma pela inflação para que ela se mantenha adequada aos meus objetivos. Fiz um aporte no final do ano e isso me deixa 'livre' de ter que pensar nessa reserva. Igual ao que fiz ano passado e acabou dando certo.

- FIIs
As subscrições acabaram micando em 2021 por conta das quedas no valor de mercado e com isso valia mais a pena comprar no mercado do que entrar na subscrição. Acredito que em 2022 não será diferente com essas subscrições. Pretendo reinvestir os proventos e realizar novos aportes em 2022, mantendo a renda passiva nos FIIs crescente. Acredito que esse ativo é ainda o principal objetivo a ser alcançado. Uma boa meta seria alcançar os 33% da meta principal.

- Ações
Pensei realmente que poderia ter me dado bem com MGLU3 e que decepção terrível. O pior foi que eu fui contrário a minha tese de investimento e o lado bom foi que identifiquei isso e posso agora entender que errei e que não devo fugir do planejado. A frase que ficou é: "Quem quer enriquecer rápido geralmente fica pobre rápido". Acredito que devo investir um pouco mais do que investi em ações nesse ano. Afinal, foi um investimento baixo no início do ano e depois fiquei somente com o reinvestimento dos dividendos e jcps. Exceto pelo final do ano que investi mais um pouco afim de aproveitar uma oportunidade em ITSA4. A guerra travada com a renda fixa, juros futuros e pandemia, pode mostrar oportunidades excelentes, embora ainda ache que as melhores estão nos FIIs.

- REITs
Espero que essa seja a novidade do ano. Espero começar meus investimentos nos REITs e poder construir uma pequena carteira até o final do ano. Já estou me preparando para esse investimento, sei que tem diferenças entre ele e os FIIs, mas são bem próximos. Uma questão a ser bem estudada ainda são os impostos, declaração à receita e custos de investimento na corretora. Superada esses estudos, será bom terminar o ano e ver que além de R$ também estarei recebendo U$$. Fora que isso me dá mais uma proteção, uma moeda forte é sempre uma boa saída pro investidor.

Então seguem as metas:

Principal
1 - Aumentar a renda passiva dos FIIs para ~33%. Isso seria um salto muito bom pro ano e deve requerer um comprometimento bem parecido com o do ano de 2021.

Secundárias
2 - Alcançar um patamar entre 8 e 10 salários investidos em ações.

3 - Atualizar os itens da reserva de gastos visando facilitar despesas que atualmente são mensais e que podem se tornar anuais com um bom desconto em 2023.

4 - Buscar alcançar os 75% de reserva de emergência novamente.

5 - Construir uma carteira de REITs, visando ganhar U$$.

Com isso, a metas estão atualizadas.
Lembrando que elas podem ser reavaliadas e acrescidas novas metas. Na verdade sempre torço por novas metas, pois assim tenho certeza que alcancei bem mais do que havia planejado.

Feliz Ano Novo!
Bons investimentos!

#42 - Resumo do mês (DEZEMBRO)

  31 / Dezembro / 2021 - Resumo do mês (DEZEMBRO)


Os proventos dos FIIs nesse mês tiverem uma boa alta (5,63% em relação ao mês passado). Continuei reinvestindo os proventos e adicionando mais através de aportes. Utilizei a reserva de oportunidades para aumentar a minha posição e antecipar o cumprimento da meta. A expectativa pra janeiro é muito boa e sei que terei que me manter focado nesse ativo para alcançar um patamar ainda melhor e facilitar a chegada na liberdade financeira.

A reserva de emergência: Se manteve subindo com seus próprios proventos como anteriormente. Ela deve ter uma queda em termos percentuais, por causa do dissídio previsto pra janeiro do ano que vem, mas fora isso, está tudo dentro do esperado.

A reserva de oportunidades: Essa zerou.. rss. Pois é, foi usada para aumentar a posição nos FIIs com a finalidade de me manter dentro da meta mesmo depois da alteração do salário que acabou por reduzir o percentual.

A reserva de gastos previstos: Essa reserva é pouco mencionada durante o ano, principalmente porque não tenho precisado dela para arcar com as despesas que sempre aparecem nesse período. Isso me permite ter a tranquilidade de que existe um valor pra arcar com as despesas previstas e que não precisarei desfalcar qualquer investimento caso elas ocorram. Esse ano foi idêntico ao ano passado e não precisei utilizar a mesma. Contudo, o ajuste pela inflação se faz necessário e por isso reajustei o valor dela em 10% (Um pouco abaixo da inflação). Como é um valor baixo, resolvi aportar nela e já começar o ano com esse valor dentro da meta, podendo ter um leve acréscimo por conta dos valores a serem ajustados que podem ser maiores que a inflação, afinal não se pode confiar no Governo e nos impostos que emitem.

Com relação a Renda Fixa: Faz tempo que não falo dela e é porque faz tempo que não investia nela. Só que esse mês eu recebi dois investimentos que havia realizado. O primeiro foi reinvestido na renda fixa mantendo o mesmo patamar do que era investido antes (foi escolhido um CDB atrelado ao IPCA). O segundo valor foi resgatado e entrou na carteira de FIIs para auxiliar na manutenção percentual da meta.

Com relação as ações: Aumentei minha posição em ITSA4 porque a mesma está num preço muito bom. Além disso, a ITSA4 comunicou ao mercado uma bonificação de 5 ações para cada 100 (ou 5% em ações) que o investidor tivesse e por isso resolvi arredondar minha posição. O valor unitário informado pela empresa (R$ 18,891662) é bem superior ao de mercado que está em ~R$ 9,81. Isso vai mexer no meu PM, mas como a quantidade é pequena, não deve influenciar muito (E nesse caso, a alteração no PM é positiva porque numa possível venda pagaria menos impostos). Lembrando que para fins de declaração no IR, a bonificação acaba mexendo no PM e precisa ser declarada como bonificação dentro do programa da Receita. Além disso, aumentei minha posição em BBSE3, a ação está bem descontada e ela, historicamente, tem pago dividendos no início do ano (fevereiro), com isso pode ser que aumente meus dividendos nesse mês, possibilitando um reinvestimento em ações que pagam nos meses seguintes. Também investi pouco em SAPR4 com o valor restante dos dividendos. O que recebi no dia 30/12 ficou pra ser reinvestido em jan/22 pra evitar complicações com a Receita. Recebi mais dividendos e jscps esse mês, já nem sei mais quantos meses seguidos são de retorno da carteira de ações que no acumulado do ano correspondeu a 617,02% de todo o valor que recebi no ano passado.

Nesse mês tivemos o aumento da taxa SELIC de 7.75% para 9,25% (1.5 bps). Isso influencia nos títulos de renda fixa, renda variável, juros futuros e esperasse que também arrefeça a inflação. Mas enquanto isso não ocorre, o que vemos é uma debandada da renda variável para renda fixa tornando os preços dos FIIs e Ações cada vez mais baixos e interessantes pro investidor de longo prazo. Se tivermos renda variável andando de lado, será o melhor momento pro investidor buy and hold. É o conhecido período de acumulação. Em janeiro devemos ter mais um aumenta na SELIC e será a oportunidade de vermos se o preço atual já está contando com essa alta ou se ocorrerá mais quedas por causa de investidores que resolveram sair.

-- Atualizando as metas --

Metas dos FIIs:
1 - Alcançar um recebimento de proventos que seja 10% maior que o salário.
1.1 - Meta pra esse ano: 25% do valor da meta estabelecida. (Alcançada)

Metas das Ações:
2 - Alcançar 8 a 10 salários na bolsa.
3 - Alcançar 12 salários na bolsa.

Metas da reserva de oportunidades:
1 - Manter pelo menos 50% da reserva para novas oportunidades.

Resultados:

FUNDOS IMOBILIÁRIOS
Proventos X Salário *
25,99% do salário **
* Como FII é renda variável, a tendência é que esse valor oscile. Assim, o progresso não é linear.
** O objetivo são 110%, pra esse ano é terminar com 25%


FUNDO DE OPORTUNIDADE
Atualmente reservado
0%

AÇÕES
Percentual da meta dos 8 salários
57,22%

ITSA414,92%
ABCB412,16%
BBAS31,51%
BRSR67,68%
BBSE36,18%
EGIE34,37%
ENBR35,71%
TAEE114,96%
TRPL41,11%
LREN34,28%
MDIA35,80%
KLBN111,75%
SULA110,44%
HYPE36,43%
TRIS30,41%
SAPR44,51%
SLCE34,10%
VIVT312,05%
MGLU31,64%

*** Esse percentual é correspondente a participação de cada uma dentro da carteira de ações, não sendo comparada com outros investimentos. 

Metas concluídas:
1 - Criação do fundo de oportunidade
2 - Criar uma reserva que permita arcar com alguns gastos previstos, como o IPTU.
3 - Iniciar o posicionamento em Ações. (Criar uma carteira com boas ações)
4 - Criação da reserva de emergência com 100% do valor de 12 salários líquidos e benefícios5 - Aumentar o limite da reserva de oportunidade em 100%, mantendo como mínimo 50% disponíveis.
6 - Alcançar um valor que corresponda a 5 salários líquidos na bolsa (Ações).
7 - Meta pra esse ano nos FIIs: 25% do valor da meta estabelecida.